Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Quero facilidade!

Muitas vezes o usuário que prefere a facilidade no Linux é encarado com desprezo pelos "verdadeiros linuxers", tanto que Ubuntu acabou se tornando sinônimo de distro de primeiro nível, para iniciantes; começar pelo Ubuntu é um estágio probatório, cerimônia de iniciação que antecede a entrada do usuário no "verdadeiro" mundo Linux.

Gostaria de compartilhar uma simples opinião com o leitor desse artigo.

Assim que comecei a gostar do Linux, em determinadas vezes me referia ao Windows chamando-o de "Ruindows". Hoje vejo como fui imaturo. Não é desprezando outros sistemas operacionais que se consegue melhorar a imagem do Linux. Nesse período, que não faz muito tempo, eu também acreditava que o usuário de Linux não tinha direito a ser preguiçoso. Nesse artigo eu comento meu pensamento atual sobre a importância da facilidade no Linux.

Muitas vezes o usuário que prefere a facilidade no Linux é encarado com desprezo pelos "verdadeiros linuxers", tanto que Ubuntu acabou virando sinônimo de distro de primeiro nível, para iniciantes; começar pelo Ubuntu é um estágio probatório, cerimônia de iniciação que antecede a entrada do usuário no "verdadeiro" mundo Linux. Por quê?

Nem sempre a vida dos usuários de Linux foi fácil como hoje. Nessa época remota (que eu não conheci), usuários Linux eram muito mais raros. Esses usuários podiam ser chamados de "hackers" pelos leigos. Mas hoje, principalmente devido ao surgimento do Ubuntu, um leigo consegue instalar e usar o Linux! Quão revoltante deve ter sido essa mudança para alguns usuários que se sentiam especiais por usarem o Linux... São justamente esses usuários (os que se sentem especiais por usarem Linux) que encaram os usuários de Ubuntu com um certo desprezo.

Ubuntu é exemplo de sucesso, possivelmente seja a distribuição mais popular da atualidade e tem atraído muitos usuários para o mundo Linux, fazendo-os abandonar o Windows (como foi o meu caso). E isso não é bom? Sim! Acho que o leitor deve concordar que quanto mais gente usando o Linux, melhor será para todos os usuários de Linux. Infelizmente isso parece incomodar alguns usuários mais antigos, aqueles que aprenderam a usar Linux numa época em que esse sistema operacional era mais obscuro.

Com a popularização do Linux, os usuários "especiais" tiveram que encontrar algum refúgio. Não bastava mais ser usuário de Linux, era preciso ser usuário de uma distribuição "complicada", alguma que o usuário iniciante não conseguiria usar. Só assim o status de "usuário avançado" poderia ser mantido.

Vamos refletir. Será que realmente existe distribuição inacessível para o usuário curioso iniciante no Linux? Veja, para saber instalar uma distribuição é preciso quase sempre seguir um tutorial. Qual é a dificuldade nisso? Seria lógico atribuir o status de "usuário experiente" a alguém que seguiu um tutorial para instalar o Linux, sendo que qualquer pessoa, não completamente leiga em informática, faria o mesmo? O mérito nesse caso não está verdadeiramente em usar uma distro considerada difícil e sim no fato de que o usuário consegue ler tutoriais.

Vejamos o caso da distribuição Gentoo, que na minha opinião é a mais trabalhosa de instalar. O manual de instalação em português está completamente desatualizado e isso quase força o usuário a procurar o manual em inglês e "quebrar" a cabeça. Manuais não oficiais quase sempre são incompletos. Porém, no caso do Gentoo, a aversão que muitos podem ter a ele não é só o fato do manual estar em inglês e também não é o conhecimento necessário para instalá-lo, já que basta seguir os passos do manual, a dificuldade está principalmente no tempo que se leva para instalá-lo. Nem todos os usuários concordam que vale a pena demorar na instalação do Gentoo!

Agora vejamos o caso do Arch Linux, outra distro para usuários experientes - é uma distro bem ao estilo do Slackware, que segue a filosofia KISS. A sua instalação não é problema, pois há manual de instalação atualizado e ilustrado em português na página do Arch. Por que então o usuário não a prefere? É porque ela vem "pelada", sendo necessário gastar um tempinho para deixá-la bonitinha e pronta para uso em desktops, o que pode ser apreciado por uns, mas não pela maioria.

Agora vamos ao Slackware, uma distribuição que carrega a fama de ser Linux de verdade (para alguns, claro). Porque ele não é o mais popular se é tão bom? Simples: seu repositório de pacotes oficiais é pobre. Seu gerenciador de pacotes é primitivo. Mesmo usando repositórios não oficiais, Slackware não é uma das distros mais práticas.

O que eu quero dizer com esses exemplos é que apesar de muitas distros terem vantagens em vários pontos, como otimização para o seu hardware, por exemplo, o que mais conta para a popularidade (sucesso!) é a facilidade de uso, a praticidade. Não é por menos que o Ubuntu esta no topo da Distrowatch. Facilidade: isso atrai usuário para o mundo Linux, o verdadeiro mundo Linux. E que mundo seria esse? Com certeza não é o mundo da complexidade.

Penso que enquanto for cultivada a imagem de que Linux é coisa de expert ou de hacker, pouca coisa irá mudar em relação a sua aceitação pelo usuário comum. Hoje a imagem do Linux já não é tão underground como já foi um dia, entretanto, ainda há muito por melhorar. Cabe a nós, usuários Linux, apaixonados por esse sistema operacional símbolo de liberdade, mudar a sua imagem. Não, não estou sugerindo "mascarar" o Linux escondendo os possíveis problemas que o usuário irá encontrar, mas sugiro darmos valor às suas características atrativas para o usuário comum. E a maior atratividade nesse caso é a facilidade de uso. Distro fácil é bom, tanto para o usuário comum, como para o expert. Digo isso por experiência como usuário comum e por ouvir a opinião de alguns usuários experts. Se Ubuntu fosse distro usada só por iniciantes, o Fábio (criador do VOL) não a usaria (ou pelo menos não a teria como sua distro secundária).

Não sonho com o dia em que o Linux será tão popular quanto o Windows, mas sonho com o dia em que o Linux não será visto como algo restrito a poucos. O Linux é uma opção de sistema operacional, simples e fácil de usar. Se um dia a maioria das pessoas pensarem assim, mesmo que não use Linux, ficarei satisfeito.

Existem vários problemas que impedem a aceitação do Linux por parte do usuário comum, como por exemplo a propagação da ideia de que Linux é coisa de nerd, a falta de suporte, a falta de compatibilidade com jogos, a falta de costume e a falta de uma família disposta a migrar de uma vez (pois há residências com um único PC usado por todos os moradores e nem todos estão dispostos a migrar). Não seria bom adicionarmos mais uma dificuldade a essa aceitação, desprezando o fator facilidade no Linux.

Também gostaria de dizer rapidamente algumas palavras para os usuários de Linux que falam mal do Windows.

Desprezar o Windows não contribui em nada para a imagem do Linux e nem para a imagem de quem assim se pronuncia. Quem nunca usou Windows que atire a primeira pedra.

A informática é uma área que serve para dar suporte a outras áreas, ou seja, ela é uma área "meio" e não uma área "fim", como a medicina, por exemplo. Os profissionais da informática devem oferecer a solução que mais se adéqua às necessidades de determinado setor. Isso implica usar Windows ou Linux, não somente um deles.

Respeito se conquista respeitando. Isso também vale para usuários Windows que criticam o Linux. O Linux é respeitado, mas não graças aos difamadores do Windows e sim graças ao próprio sistema que se mostra sólido e prático para muitas soluções.

Finalizando...

O objetivo do software livre é a divulgação livre do conhecimento. Se alguns se acham especiais por usarem Linux e querem ser os detentores do conhecimento, saiba, caro leitor, que eles estão seguindo na contra-mão! Usuário Linux, que ama a liberdade, não deve olhar torto para o Ubuntu ou ao aumento da facilidade no Linux, pois sempre haverá espaço para os especialistas, aqueles que se destacam por mérito. Mas nesse caso o mérito não estará em usar Linux, nem em usar determinada "distribuição de usuário experiente", mas o mérito estará em conseguir soluções, independente do sistema operacional.

Abraço.

PS.: Desculpe a falta de coerência. Tem muita coisa simplesmente jogada nesse artigo. Foi quase um desabafo.

Slackware Current redondo com XFCE - parte 3/3

Ajustes no XFCE

Você realmente precisa de quatro áreas de trabalho? No meu caso só preciso de duas e olhe lá! Se você deseja alterar a quantidade de áreas de trabalho vá em Menu -> Configurações -> Espaços de trabalho.

A velocidade de repetição do teclado no XFCE 4.6 é um pouco lenta na minha opinião. Para resolver isso, acesse Menu -> Configurações -> Teclado. Em "Velocidade de repetição" mude o valor de 20 para 40.

Talvez você queira suavizar as fontes. Eu gosto e procedo da seguinte forma: Menu -> Configurações -> Aparência -> Fontes. Escolho Sans 10, habilito suavização, hiting Completo, ordem de subpixel: RGB, ativo DPI personalizada com valor 90. Isso também evita que as sombras que circundam os nomes dos diretórios da área de trabalho sejam "cortadas".

Se você já instalou o driver da sua placa de vídeo, recomendo habilitar os efeitos dos gerenciador de janelas. Menu -> Configurações -> Ajustes do Gerenciador de Janelas -> Compositor. Em marco tudo nessa aba.

O relógio padrão do XFCE não é muito prático. Quando se clica nele, não surge calendário. Para aumentar a usabilidade, faça o seguinte: clique sobre o relógio com o botão direito, escolha "Adicionar novos itens..." escolha o plugin "Relógio do Orage". Agora você terá dois relógios. Clique no antigo com o botão direito e escolha "Remover". O novo relógio possui calendário. Para configurar esse relógio clique sobre o mesmo com o botão direito e em seguida em "Propriedades". Configure como desejar. Uma sugestão é ativar a linha 1 e colocar o seguinte: %a %d %B %Y, %R, assim você terá uma informação no seguinte formato: Ter 02 junho 2009, 12:51.

Seria bom que o Numlock fosse ativado automaticamente. Para isso, instale o aplicativo Numlockx:

# sbopkg -i numlockx

Agora vá em Menu -> Configurações -> Sessão e Inicialização -> Início automático de Aplicativos -> Adicionar -> Nome: Numlockx, Descrição: Ativa o Numlock, Comando: numlockx on. Clique em "OK" e depois em "Fechar". Feito isso, na próxima vez que o XFCE for iniciado, o Numlock será ativado.

Quer facilidade para descompactar arquivos? Então instale o Squeeze e o Unrar:

# sbopkg -i "squeeze unrar"

O Slackware já tem suporte nativo aos outros formatos. Você só precisa instalar esses dois pacotes. Então, quando se deparar com algum arquivo compactado, basta clicar sobre ele com o botão direito e escolher "Abrir com Squeeze".

Por último, mas não menos importante, iremos configurar o prompt. Como deve ter notado, ele está sem configuração alguma. Faça o seguinte:

$ mousepad ~/.bashrc

E cole o seguinte conteúdo:

export PS1='\[\033[01;32m\]\u \[\033[01;34m\]\W \[\e[1;32m\]\$ \[\033[00m\]'
alias lll="ls -al --color"
alias ll="ls -a --color"
alias l="ls --color"
alias search="find . -name"

Salve e feche esse arquivo. Reabra o terminal para ver a diferença. Além de colorido, você disporá de quatro comandos:
  • l - Lista os arquivos destacando-os com cores.
  • ll - Lista os arquivos incluindo os ocultos destacando-os com cores.
  • lll - Lista os arquivos e suas respectivas permissões destacando-os com cores.
  • search - Faz uma busca no diretório atual pela palavra chave. Exemplo: search *.txt

Torne-se root:

$ su

Agora como root execute o comando:

# mousepad ~/.bashrc

E cole o seguinte:

export PS1='\[\033[01;31m\]\u \[\033[01;34m\]\W \[\e[1;31m\]\$ \[\033[00m\]'
alias lll="ls -al --color"
alias ll="ls -a --color"
alias l="ls --color"
alias search="find . -name"

Esse último código é semelhante ao que foi usado anteriormente, mas com uma diferença na cor do prompt. Salve e feche o arquivo. Reabra o Terminal, logue-se como root novamente para ver a diferença. Enquanto um é verde, o outro é vermelho para lembrá-lo de forma mais enfática de que está com o usuário root.

Configuração dos atalhos

O ideal é que tarefas rotineiras possam ser feitas de forma rápida. Para isso é que servem os atalhos. Para configurar os atalhos acesse: Menu -> Configurações -> Teclado -> Atalho de Aplicativos. Além dos atalhos já pré-configurados, abaixo eu listo alguns atalhos que eu adiciono:
Comando               Atalho

firefox Alt+f
thunar Alt+a
terminal Alt+F1
geany Alt+g
xfce4-screenshooter print
xkill Ctrl+Alt+Escape

Ativando som no Pidgin

Se o seu Pidgin estiver sem som (aqueles sons que acompanham os eventos), faça o seguinte: abra o Pidgin, vá no menu Ferramentas -> Preferências -> Sons. Agora configure conforme o esquema seguinte.

Método: Comando
Comando do Som: aplay %s

Conclusão

Se você fez uma instalação Full do Slackware e atualizou para a versão Current, você tem Xine e Mplayer para assistir seus filmes; XMMS e Audacious para ouvir música; XChat para conectar-se ao IRC; Gimp para manipular imagens etc. O conjunto de aplicações que vem por padrão, embora não seja completo, satisfaz muitas necessidades dos usuários e creio que seguindo esse artigo, o usuário conseguirá dar os primeiros passos na configuração do XFCE de forma que esse ambiente seja suficiente para as suas atividades rotineiras.

Slackware Current redondo com XFCE - parte 2/3

Usando o Sbopkg

Como foi mencionado na introdução deste artigo, os pacotes oficiais do Slackware não suprem completamente a necessidade de um usuário que deseja um ambiente XFCE completo. Para suprir essa necessidade usaremos pacotes não oficiais. Recomendo o uso do Sbopkg (gerenciador de pacotes que usa Slackbuilds) que pode ser baixado no seguinte endereço:

Salve o pacote no seu diretório pessoal e instale-o:

# installpkg sbopkg-0.27.2-noarch-1_cng.tgz

Obs.: A versão do pacote que você baixou pode ser diferente da versão do comando citado.

Sincronize o Sbopkg com o repositório Slackbuilds.org:

# sbopkg -r

O comando para procurar um pacote é:

# sbopkg -g palavra-chave

Para instalar é:

# sbopkg -i nome-do-pacote

Será perguntado se deseja continuar, tecle "y" seguido de Enter para continuar, ou "N" seguido de Enter para não continuar.

Para instalar mais de um pacote seguidamente use:

# sbopkg -i "pacote1 pacote2 pacote3..."

Perceba que é preciso usar aspas nesse caso.

Para ver a lista de comandos use o comando:

# sbopkg -h

Opcionalmente você pode usar a versão pseudo-gráfica simplesmente com o comando:

# sbopkg

Para deixar o sistema mais usável eu aconselho instalar os seguintes pacotes com o Sbopkg:
  • adobe-reader (para visualizar arquivos PDF, inclusive pelo navegador)
  • flash-player-plugin (para visualizar vídeos e aplicações feitas em Flash)
  • broffice.org (conjunto de aplicativos similar ao Microsoft Office)
  • gpicview (visualizador de imagens amigável)

Obs.: Cuidado ao usar o Sbopkg. Às vezes você encontra um pacote, mas não consegue instalá-lo devido a falta de alguma dependência. Por isso, fique atento às mensagens de erro já que elas informam a você o que está faltando.

Incrementando o XFCE

Para ver a lista de plugins disponíveis para o XFCE, execute:

# sbopkg -g xfce

Recomendo a instalação dos seguintes pacotes:
  • xfce4-clipman-plugin: esse permite copiar vários textos, que ficarão armazenados numa área de transferência, para que você possa selecionar qual deles deseja colar. Muito útil.
  • xfce4-notes-plugin: prático bloco de notas ideal para adicionar lembretes.
  • xfce4-places-plugin: esse plugin exibe um menu com os principais diretórios do sistema. Semelhante ao menu "Locais" do Gnome.
  • xfce4-screenshooter: plugin que permite capturar a tela (toda ou parte dela) através de um clique ou do comando "xfce4-screenshooter".

Para adicionar um desses plugins à barra de ferramentas do XFCE, basta clicar nela com o botão direito e escolher a opção "Adicionar novos itens...", uma lista com os plugins será exibida. Se quiser mudar o plugin de lugar, basta clicar sobre ele com o botão direito, escolher "Mover" e arrastá-lo para um novo lugar. Muito mais prático que no Gnome, pois se o item estiver bloqueado, o outro não pode passar por ele, será preciso desbloquear antes.

Firefox em português e corretores ortográficos

Para deixar o Firefox em português instale estes dois plugins:

Depois reinicie o Firefox, acesse Tools (Ferramentas) -> Idiomas -> Português (Brasil) e reinicie o navegador.

Se preferir, siga as instruções da Central Firefox.

Agora iremos instalar o corretor ortográfico, tanto para o Firefox como para o BrOffice. Lembrando que por padrão o BrOffice que foi instalado no Slackware possui corretor ortográfico, porém, ele não utiliza as regras mais atuais de ortografia. Para baixar os corretores ortográficos atuais acesse:

Nessa página há a extensão para BrOffice e também para o Firefox. No caso do Firefox, basta clicar sobre a extensão e a mesma será automaticamente instalada. No caso do corretor do Broffice, você precisa salvá-la em algum diretório, depois abra o BrOffice e acesse o menu: Ferramentas -> Gerenciador de Extensão -> Botão Adicionar. Aponte para o arquivo que você baixou (Vero_pt_BR) e o adicione. Se o corretor antigo estiver instalado, aceite a substituição. Se quiser desativar o corretor antigo, você precisará logar como root e abrir o BrOffice:

$ su
# soffice

Escolha "Documento de Texto" para abrir o BrOffice Writer e vá no menu "Ferramentas -> Gerenciador de Extensão" e desative a extensão desejada.

Também seria interessante instalar o corretor ortográfico Aspell, pois ele é utilizado por algumas aplicações como por exemplo o Pidgin. Se for do seu interesse, execute:

# slackpkg install aspell-pt

Gravador de CD e aplicação Torrent

Como gravador de CD iremos usar o Xfburn que é o gravador oficial do XFCE. Se você tentar baixar ele diretamente pelo Sbopkg, como eu tentei, receberá uma mensagem de erro devido a falta de um arquivo. Portanto, para instalá-lo siga a ordem de instalação dos seguintes pacotes:
  • libburn
  • libisofs
  • xfburn

Ou seja: só instale o xfburn após instalar os dois pacotes anteriores.

Para baixar arquivos via Torrent, sugiro o uso do Transmission:

# sbopkg -i transmission

Outras ferramentas

O Slackware Linux padrão vem com a ferramenta Top, que mostra os processos em execução com o comando "top" (sem aspas). É uma ferramenta útil, mas um tanto rústica. Recomendo a instalação de três outras:

# sbopkg -i "xfce4-taskmanager htop hardinfo"

Xfce-taskmanager é uma ferramenta de monitoramento do sistema em modo gráfico feita para o XFCE. o Htop é a evolução do Top. Já o Hardinfo é uma ferramenta em modo gráfico que detecta e mostra o seu hardware, semelhante ao Everest do Windows.

Slackware Current redondo com XFCE - parte 1/3

Instruções de configuração para usuários do Slackware que acham o KDE pesado e preferem usar o XFCE. O artigo abordará o processo de configuração do sistema, atualização para a versão Current e configuração do XFCE. O objetivo é deixar o Slackware "redondo", ou seja, muito mais usável que o padrão.

Este artigo foi testado no Slackware Linux 12.2. Seu objetivo é fornecer algumas orientações de configuração para deixar o Slackware mais usável após uma instalação recente do sistema sem KDE, tendo como ambiente padrão o XFCE.

Apesar de o Slackware Linux oferecer várias opções de ambiente gráfico/gerenciadores de janelas, o seu maior suporte é para o KDE, um ambiente gráfico muito bem trabalhado e completo, mas que infelizmente pode ser uma opção pesada para algumas máquinas e isso pode ocasionar lentidão e/ou travamento.

Para quem prefere algo simples, rápido e prático de configurar, há como opção o XFCE. Ele funciona perfeitamente no Slackware, mas não vem com todas as "frescuras" que o tornariam mais usável (como o Zenwalk ou o Xubuntu). Por exemplo, não vem com o plugin Clipman para gerenciar áreas de transferência, nem com o Xfburn para gravar CD. Claro que se pode usar o K3B, mas o ideal seria não precisar instalar nada do KDE e sobreviver apenas com o XFCE.

Obs.: Estou considerando que o leitor já configurou o sistema (Xorg, drivers etc), ou sabe como fazê-lo. Caso não saiba, sugiro a leitura de alguns artigos:

De qualquer forma, ao final dessa página, o leitor encontrará de forma resumida os comandos necessários para fazer configuração do Xorg e outras coisas.

Excluindo o KDE

Se você ainda não instalou o sistema, a dica é: durante o processo de instalação, desmarque o KDE da lista de pacotes a serem instalados.

Se você já o tem instalado, remova-o:

# slackpkg remove kde

Uma lista de pacotes do KDE será mostrada. Deixe todos marcados e escolha "Aceitar". É recomendável, se você estiver no ambiente gráfico KDE, que feche-o antes de realizar esse procedimento.

Agora, para não ser incomodado quando você realizar procedimentos de instalação e atualização, coloque o KDE na lista negra:

# slackpkg blacklist kde

Uma relação de pacotes será mostrada. Deixe tudo marcado e escolha "Aceitar".

Pronto. Nos livramos do KDE. Caso deseje remover algum item da lista negra, edite o arquivo "/etc/slackpkg/blacklist".

Atualizando para a versão Current

Para atualizar para a versão Current é preciso escolher um mirror da versão Current para o Slackpkg. Isso é feito, como você deve saber, descomentado um mirror em /etc/slackpkg/mirrors.

# nano /etc/slackpkg/mirrors

Não esqueça de comentar o mirror antigo, pois se houver mais de um mirror descomentado, o Slackpkg não funcioná.

Atualize a árvore de pacotes:

# slackpkg update

Instale os novos pacotes:

# slackpkg install-new

Atualize o sistema:

# slackpkg upgrade-all

Dependendo da versão do seu Slackware será necessário refazer os passos (update, install-new, upgrade-all) pelo menos mais uma vez. Isso ocorre quando há uma mudança drástica na árvore de pacotes e o Slackware precisará primeiro de algum pacote novo antes de você prosseguir com a instalação dos demais.

Um exemplo disso foi a mudança do formato .tgz para o .txz. O Slackware 12.2 originalmente não suporta o formato .txz (atual formato dos pacotes do Slackware), então você precisará instalar os pacotes necessários para que ele aceite o .txz antes de prosseguir com a real atualização do sistema. Se for esse o seu caso, não se preocupe, apenas execute novamente os comandos citados.

Talvez seja perguntado se deseja continuar apesar de não haver aparente mudança na árvore de pacotes. Nesse caso surgirá a seguinte mensagem:

No changes in ChangeLog.txt between your last update and now.
Do you really want to download all other files (y/N)?

Responda "Yes" teclando "y" seguido de Enter.

O procedimento normal seria escolher "N", mas após atualizar o sistema para suportar o .txz, torna-se necessário responder "y" dessa vez.

Após todo o processo, que talvez leve horas dependendo da versão do seu sistema, execute o seguinte comando:

# lilo

Para garantir que o novo kernel (se foi atualizado) seja escrito nas configurações do LILO.

Resumo da configuração do sistema

Você já deveria saber, mas só para lembrá-lo, aí vão alguns comandos importantes:

# xorgsetup

Para configurar o Xorg de forma "mágica", basta responder algumas poucas perguntas. Não esqueça de escolher o teclado abnt2.

# nano /etc/profile.d/lang.sh

Mude o a linha:

export LANG=en_US

Para:

export LANG=pt_BR.UTF-8

Assim você terá suporte ao português do Brasil no sistema.

Retirando a notificação de e-mail:

# nano /etc/login.defs

Onde tiver:

MAIL_CHECK_ENAB yes

Mude para:

MAIL_CHECK_ENAB no

Nas novas versões do Kernel, não é mais preciso usar o comando "alsaconf" para detectar o driver de som. Mas em todo caso:

# alsaconf
# alsamixer
# alsactl store

O primeiro detecta, o segundo configura e o terceiro salva.

Depois reinicie o sistema e você poderá escolher o XFCE como ambiente gráfico padrão:

$ xwmconfig

Entre no ambiente gráfico:

$ startx

Bem-vindo ao XFCE! Antes de configurá-lo instalaremos algumas coisas.